AIEA falha em inspeções nucleares no Irã e Trump exige opções militares “decisivas”

O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, admitiu que a organização falhou em inspecionar as principais instalações nucleares iranianas bombardeadas recentemente, levantando sérias preocupações sobre o real estágio do programa nuclear da República Islâmica.

Em entrevista à agência Reuters, Grossi afirmou que a AIEA conseguiu inspecionar todas as 13 instalações nucleares declaradas pelo Irã que não foram atingidas, mas não teve acesso às três unidades mais sensíveis e estratégicas que sofreram ataques em junho: Natanz, Fordo e Isfahan.

Segundo ele, o Irã agora tem a obrigação de apresentar um relatório completo explicando o que aconteceu com essas instalações e com o material nuclear armazenado nelas. Grossi alertou que parte desse material, caso seja enriquecido a níveis militares, seria suficiente para a produção de até 10 bombas nucleares.

“Precisamos saber onde estão esses materiais e em que condições se encontram”, declarou o chefe da AIEA.

Grossi também informou que pretende se reunir com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, “nos próximos dias ou semanas”, em meio a uma escalada de tensão diplomática e militar.


Trump evita prever futuro, mas não descarta ataque ao Irã

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump voltou a comentar a situação iraniana durante uma coletiva de imprensa que marcou um ano de seu novo mandato. Questionado sobre a possibilidade de um ataque ao Irã, Trump respondeu de forma ambígua:

“Não posso dizer o que vai acontecer no futuro. Vamos esperar para ver o que acontece lá.”

Trump afirmou que os EUA já exerceram influência direta para conter ações do regime iraniano, alegando que Teerã pretendia executar centenas de pessoas, mas não o fez devido à pressão americana.


Irã ameaça reagir “com fogo” a qualquer ataque

Em resposta, o chanceler iraniano Abbas Araqchi elevou o tom das ameaças contra Washington. Em um artigo de opinião publicado no Wall Street Journal, ele afirmou que o Irã responderá com força total caso seja novamente atacado.

“Responderemos com fogo, com tudo o que temos”, escreveu Araqchi.

Paralelamente, o Wall Street Journal revelou que Trump vem exigindo de seus assessores “opções militares decisivas” para lidar com o Irã, como parte de um planejamento estratégico que permanece ativo, mesmo que uma decisão final ainda não tenha sido anunciada.

De acordo com fontes da administração americana, o presidente tem usado repetidamente o termo “decisiva” ao descrever o tipo de ação que espera — uma palavra que levou seus conselheiros a considerar desde ataques direcionados até cenários mais amplos, incluindo a possibilidade de desestabilização ou queda do regime iraniano.


“Vamos varrer o Irã da face da Terra”, diz Trump

Em entrevista ao programa “Katie Pavlich Tonight”, da emissora NewsNation, Trump fez uma de suas declarações mais duras até agora. Ele afirmou que, caso o Irã tente assassiná-lo, a resposta dos Estados Unidos será devastadora:

“Nós os varreremos da face da Terra.”

Trump acrescentou que essa resposta ocorreria independentemente do contexto, inclusive se o regime iraniano estivesse reprimindo protestos internos. Segundo ele, já existem “instruções fortes” para esse tipo de cenário, e não hesitaria em executá-las.

O presidente também criticou seu antecessor, Joe Biden, por, segundo ele, não ter reagido com firmeza suficiente às ameaças iranianas no passado:

“Um presidente tem que proteger outro presidente”, declarou.


Bastidores em Davos e tensão crescente

Na mesma noite, Trump seguia para a cúpula econômica mundial em Davos, na Suíça, quando uma falha técnica foi detectada em sua aeronave. O Air Force One precisou retornar, e o presidente decolaria posteriormente em outro avião.

Segundo o Wall Street Journal, apesar de um possível adiamento de decisões imediatas, as discussões sobre o Irã continuam intensas dentro da Casa Branca. Entre as opções em análise estão ações mais limitadas, como ataques a instalações da Guarda Revolucionária Islâmica, e alternativas mais amplas, com impacto direto sobre a estrutura do regime.


Um cenário cada vez mais complicado

A admissão da AIEA de que perdeu o controle sobre inspeções-chave, somada às ameaças cruzadas entre Washington e Teerã, reforça o temor de uma escalada militar de grandes proporções no Oriente Médio. Israel, diretamente afetado pelo avanço nuclear iraniano, acompanha de perto os desdobramentos, enquanto a comunidade internacional observa com crescente apreensão.


Fontes

  • Reuters
  • Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA)
  • Wall Street Journal
  • NewsNation
  • Declarações oficiais da Casa Branca
  • Foto ilustração Grok AI
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