A escalada das tensões no Oriente Médio tem levado a uma intensa movimentação diplomática envolvendo líderes globais, serviços de inteligência e potências regionais, com o Irã no centro das preocupações estratégicas de Israel e de seus aliados.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, conversou com o presidente iraniano, Masoud Peshkov, segundo informou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. De acordo com ele, Putin afirmou que continuará seus esforços para reduzir a escalada e acalmar a situação na região. O contato ocorreu após o líder russo já ter falado com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, demonstrando o papel de Moscou como um dos principais interlocutores diplomáticos neste momento de crise.
Do lado israelense, cresce a preocupação com os desdobramentos relacionados ao Irã. O chefe do Mossad, Dadi Barnea, viajou aos Estados Unidos para uma série de reuniões consideradas sensíveis e estratégicas, com foco direto na ameaça iraniana e na coordenação de posições entre Jerusalém e Washington.
Paralelamente, o Egito também intensificou seus esforços diplomáticos. O ministro das Relações Exteriores egípcio, Badr Abdel-Ati, manteve uma conversa com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, conforme comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores do Egito. Segundo a nota, os dois enfatizaram a necessidade de avançar na implementação da segunda fase do acordo relacionado à Faixa de Gaza, além de discutirem os desdobramentos regionais envolvendo o Irã.
Em meio a esse cenário, um relatório divulgado pela CNN revelou que Israel estaria preocupado com o estado atual de seus sistemas de defesa antimísseis, amplamente utilizados durante o último confronto direto com o Irã. De acordo com a emissora, citando uma fonte familiarizada com o assunto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conversou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e solicitou que um possível ataque ao Irã fosse adiado.
Segundo a avaliação israelense mencionada no relatório, há o entendimento de que o regime dos aiatolás não entraria em colapso rapidamente, o que poderia levar a um conflito prolongado e de alto custo, tanto militar quanto estratégico. A preocupação com a capacidade defensiva do país reforça a cautela adotada por Jerusalém neste momento.
O conjunto desses acontecimentos evidencia um período de alta sensibilidade geopolítica, no qual Israel acompanha de perto cada movimento diplomático e militar, buscando preservar sua segurança nacional diante de um cenário regional cada vez mais instável.








